te guardei no lugar mais profundo da memória, te marquei na retina, fiquei com seu cheiro em mim; te amarrei em toda a minha pele, tatuei seu nome em mim, em letras garrafais de tão pequenas. e acabei por te ter, não te tendo, até o fim. a sua ausência, tão presente quanto a sua própria presença, se tornou um limbo, que eu criei, que se criou em mim, e de onde você não volta, mas também não vai embora. e assim, aos poucos e aos muitos, te faço ficar,
te faço estar.
estar mesmo que não esteja
mesmo que não esteja, de forma alguma
estar, de todas as formas